Tecnologia encurta o caminho até o diploma e traz adultos de volta aos estudos | Tiago Zanolla
Decreto 9.203 de 2017

Governança pública é o que separa a administração que entrega resultado da que só executa

A lógica por trás dos princípios, das diretrizes e dos mecanismos que orientam a administração pública federal. Sem juridiquês, direto ao que importa.

6 princípiosbase da conduta
3 mecanismosliderança, estratégia, controle
1 objetivogerar valor público
Entender a estrutura

Conteúdo com base na norma vigente, atualizado até as alterações de 2021.

O conceito

O que a lei chama de governança pública

O artigo 2 traz a definição que vale como base de tudo: governança pública é o conjunto de mecanismos de liderança, estratégia e controle postos em prática para avaliar, direcionar e monitorar a gestão, com vistas à condução de políticas públicas e à prestação de serviços de interesse da sociedade.

Governança: avalia e direciona

Define o rumo, monitora resultados e cobra prestação de contas. Vive na alta administração.

Gestão: executa

Toca a operação no dia a dia, dentro do rumo que a governança estabeleceu.

A espinha do decreto

Quatro números que organizam a norma inteira

Fixadas essas contagens, o resto encaixa. São elas que estruturam os artigos centrais do decreto.

6princípios (art. 3)
11diretrizes (art. 4)
3mecanismos (art. 5)
4eixos de integridade (art. 19)
Artigo 3

Os seis princípios da governança

Princípio é o valor que orienta a conduta. O decreto lista seis, e cada um responde a uma exigência concreta da sociedade.

Capacidade de resposta

Agir a tempo diante das demandas da sociedade.

Integridade

Padrão elevado de conduta como base de tudo.

Confiabilidade

Reduzir a incerteza e agir de forma previsível.

Melhoria regulatória

Editar e revisar normas com boa técnica.

Prestação de contas e responsabilidade

Responder pelo que se decide, o accountability.

Transparência

Abrir a informação de forma voluntária e ativa.

Artigo 5

Os três mecanismos: liderança, estratégia e controle

Esse trio é o coração da governança. Cada mecanismo tem um papel próprio, e trocar um pelo outro é o erro clássico.

Liderança

Práticas de natureza humana e comportamental nos principais cargos. Apoia-se em quatro pilares: integridade, competência, responsabilidade e motivação.

Estratégia

Definição de diretrizes, objetivos, planos e ações, com critérios de priorização e alinhamento entre as partes interessadas.

Controle

Processos estruturados para mitigar riscos e garantir execução ética, econômica, eficiente e eficaz, preservando a legalidade no uso do dinheiro público.

Artigos 17 e 19

Onde a norma mais aperta: risco e integridade

O artigo 17 exige da alta administração um sistema de gestão de riscos e controles internos. O artigo 19 obriga um programa de integridade, sustentado em quatro eixos.

Comprometimento da alta administração

Sem apoio do topo, o programa não sai do papel.

Unidade responsável

Alguém precisa tocar a implementação no órgão.

Gestão de riscos de integridade

Mapear onde a fraude e a corrupção podem entrar.

Monitoramento contínuo

Acompanhar os atributos do programa sem parar.

Dúvidas rápidas

Perguntas que caem sobre o tema

Governança e gestão são a mesma coisa?
Não. Governança avalia, direciona e monitora, e mora na alta administração. Gestão executa a operação dentro do rumo definido. Trocar as duas é o equívoco mais comum.
Quantos princípios o decreto tem?
Seis: capacidade de resposta, integridade, confiabilidade, melhoria regulatória, prestação de contas e responsabilidade, e transparência.
Quais são os pilares da liderança?
Quatro: integridade, competência, responsabilidade e motivação. Transparência não entra aqui, ela é princípio.
O decreto ainda está em vigor?
Sim. O texto de 2017 segue vigente, com alterações trazidas pelos Decretos 9.901 de 2019 e 10.907 de 2021, que ajustaram o Comitê Interministerial de Governança.
Governança Pública
Fontes: Decreto 9.203 de 2017, Decreto 9.901 de 2019 e Decreto 10.907 de 2021, Presidência da República, Casa Civil (Planalto).
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